Histórico do Parque Caldas de Prata

Como se descobriu a água termal em Nova Prata? Um pouco da história do Complexo.

 

Na década de 80, havia no Brasil o programa “O petróleo é nosso” que vasculhara possíveis poços de petróleo no interior do país, inclusive no município de Nova Prata. O poço que fora perfurado, localiza-se na Linha Garibaldi. A empresa que fez a perfuração foi a Paulipetro, de propriedade de Paulo Maluf.

A empresa pratense Fonte Nova, com atividades de perfuração de poços artesianos, se interessou em pesquisar àquele poço da Linha Garibaldi e, de posse das informações geológicas do mesmo, descobriu que havia água termal na região. Então, a empresa teve a intenção de comprá-lo e reabri-lo. A Paulipetro o avaliara de forma que a sua aquisição era inviável devido ao seu alto valor.

Mas a vontade de explorar água termal continuou e, então, por questões lógicas de geografia e de conhecimento técnico da região, conclui-se que, possivelmente, teria água termal, nas proximidades da Cascata da Usina. Primeiramente, os proprietários da Fonte Nova, Nelson Luiz Salvador e Fábio Boff, pediram para Mário Minozzo, prefeito da época (2000) para explorar um poço das terras da família Minozzo. Por questões políticas, acharam melhor não o fazer naquele local.

Sem desistir da idéia de exploração eles solicitaram uma autorização para perfurar um poço na Cascata da Usina, área que pertence à Prefeitura Municipal de Nova Prata. A resposta foi positiva e iniciou-se a  perfuração do primeiro poço.

Em meados de 2002, foi iniciado o processo de perfuração para encontrar água termal. Foram três tentativas: na primeira, o equipamento quebrou há uma profundidade de 300 metros; na segunda, novamente a broca de perfuração quebrou e o poço foi perdido; na terceira tentativa, com auxílio de uma máquina de maior capacidade de perfuração, de propriedade do Estado, a água termal jorrou de uma profundidade de 604 metros. No local, foi instalada uma piscina de fibra para testes de viabilidade para futura exploração e instalação de um complexo de água termal, uma vez que nesta época, a energia elétrica para o bombeamento da água termal era obtida da rede da RGE que gerava altos custos para o funcionamento permanente do poço. Por este motivo, ligava-se a bomba de tempos em tempos para que as pessoas que visitavam o local pudessem desfrutar os benefícios da água termal.

Com esta experiência, que foi positiva e que atraiu muitas pessoas ao local, percebeu-se a viabilidade da construção do empreendimento e, então buscou-se oficializar com a Prefeitura a exploração do local e com os órgãos responsáveis os registros legais (FEPAM, DNPM) para exploração da água.

Em 16 de maio de 2003, foi inaugurado o complexo, que era composto por duas piscinas abertas e o prédio principal. O evento foi muito grandioso, com a presença de muitas autoridades, inclusive o então Governador, Germano Rigotto. Também houve muita divulgação na imprensa regional e estadual. Infelizmente, no mesmo mês, o DNPM “fechou” o poço da aventura, pois o mesmo não havia registro para a exploração da água termal, que é considerada um mineral. Em novembro, após muita mobilização por parte dos proprietários e de algumas lideranças políticas, foi concedida a licença para a exploração da água e, então, as piscinas foram reabertas e os visitantes puderam desfrutar desta maravilha.

Em 2004, foi perfurado o segundo poço (Poço Santa Bárbara) para abastecer as futuras instalações do complexo coberto.

Em julho de 2005, foi aberto ao público mais cinco piscinas cobertas de água termal. Em meados de 2006, começou a funcionar o mini SPA, com diversos serviços em terapias e tratamentos em banheiras de água termal.

 

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