Histórico das Santas do Parque Caldas de Prata
Nossa Senhora de Lourdes
Por volta dos anos 70, um comerciante de Nova Prata chamado Giacomin Magagnin, popular Giacomin Louco, e outros amigos de acampamento e pescaria que freqüentavam o Rio da Prata, no local onde havia a Usina da Cascata, foi ao Gabinete do Prefeito da época, Sr. Guerino Somavilla, ao qual falou da possibilidade de uso do outro lado do rio como um camping, uma vez que o local era de grande beleza natural.
O prefeito, diante de tal sugestão, procurou lideranças do então distrito de Protásio Alves afim de conseguir pessoas para fazer a roçada para que, posteriormente, as máquinas pudessem abrir uma estrada até as margens do rio. Foram mobilizadas as famílias que moravam nas redondezas para esta atividade e a estrada foi aberta e, até hoje, permanece dando acesso ao parque.
Com o acesso construído, o camping prosperou. Desta feita, o pároco de Protásio Alves, Antônio Ceratto, viu a possibilidade de ali serem realizadas festas religiosas, uma vez que estas são uma fonte de renda para as paróquias. Com a participação da comunidade local, foi realizada a primeira festa, no dia 04 de março de 1973, com missa celebrada pelo mesmo padre. O local escolhido para a festividade foi as margens do Rio da Prata, onde localizam-se as piscinas abertas do atual complexo. Os paroquianos de Protásio Alves, trouxeram a carne preparada para o churrasco que foi assada num braseiro à beira do rio. A bebida foi trazida pela Regência S/A (antiga empresa de bebidas de Nova Prata) em um caminhão, com caixas de madeira cheias de gelo coberto de serragem para que este não derretesse, depois, a bebida era colocada em tanques cobertos por gelo quebrado para resfriá-la e vendê-la aos participantes da festividade.
Onze meses depois, quando houveram as pregações missionárias, foi realizada uma missa no dia 13 de janeiro de 1974.
Alguns anos depois, as cerimônias passaram a ser feitas junto às torres de basalto.
A Santa que motivara as festas no camping foi Nossa Senhora de Lourdes. Conta a história, que a imagem que está no local, foi uma promessa do pratense Saul Pegoraro em virtude da enfermidade de sua cunhada Maria Salete Sgaria. Na época, ela estava internada no hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre, e iria sofrer uma intervenção cirúrgica que oferecia risco a sua vida pois ela era diabética. Não havendo necessidade da cirurgia, a promessa se cumpriu e Saul doou a imagem de Nsa. Sra. de Lourdes ao camping, em 1972. Até os dias de hoje, a imagem permanece na “gruta do paredão” contemplando os visitantes do parque. Porém as festas religiosas não acontecem mais.
Um fato interessante aconteceu quando da construção das piscinas abertas. Para realizar tal obra, houve a necessidade de uma detonação próxima ao paredão. Foram feitos vinte furos para dinamitar uma rocha. A ordem era de que se detonasse um furo de cada vez, porém, o responsável pelo serviço, não entendeu e detonou todos de uma só vez. A tal detonação provocou um deslocamento de ar tão forte que derrubou todas as imagens de santos que estavam na gruta do paredão para trás. Vários deles se quebraram, mas a imagem de Nossa Senhora de Lourdes permaneceu intacta e continua no local até hoje.
A colocação da imagem da Virgem de Caravágio foi uma proposta de Sônia Reginato, esposa do proprietário do parque Caldas de Prata, Nelson Luiz Salvador.
Devota da Santa
desde criança e diante de vários obstáculos na concretização do Caldas de Prata,
Sônia prometeu à Santa compartilhar sua fé com os visitantes do parque também
como forma de agradecimento por todas as superações. Sempre com o apoio de
Salvador.
Para localizar uma imagem grande e que resistisse as intempéries naturais, Sônia contou com o apoio do padre Tadeu Lunardi. A imagem de 1,35 m veio de Santa Catarina para ficar no Caldas como um marco de fé e religiosidade.
A imagem recebeu as bênçãos dos padres Odair Risso, de Protásio Alves e do padre Waldemar Pagnoncelli, de Nova Prata no dia da inauguração do Complexo Hidrotermal Caldas de Prata, em 16 de maio de 2003.